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2º LIRAa de 2026 aponta médio risco de infestação do Aedes aegypti em Ubá

2º LIRAa de 2026 aponta médio risco de infestação do Aedes aegypti em Ubá

2º LIRAa de 2026 aponta médio risco de infestação do Aedes aegypti em Ubá
2º LIRAa de 2026 aponta médio risco de infestação do Aedes aegypti em Ubá (Foto: Reprodução)

A Secretaria Municipal de Saúde de Ubá, por meio da Divisão de Vigilância em Saúde e do Setor de Zoonoses, divulgou os resultados do segundo Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, realizado entre os dias 11 e 15 de maio.


Durante o levantamento, foram vistoriados 3.108 imóveis em diferentes regiões do município. O resultado apontou Índice de Infestação Predial (IIP) de 1,5%, configurando situação de médio risco para transmissão das arboviroses dengue, chikungunya e zika.


Os dados demonstram redução em relação ao primeiro LIRAa de 2026, realizado em janeiro, quando o município registrou índice de 4,6%, considerado de alto risco. A queda dos indicadores reflete o trabalho contínuo das equipes de vigilância, agentes de combate às endemias e ações preventivas desenvolvidas no município.


Principais focos de infestação


O levantamento identificou que os principais criadouros do mosquito Aedes aegypti continuam concentrados em recipientes móveis, como vasos e pratos de plantas, frascos com plantas aquáticas e bebedouros de animais, responsáveis por 47,5% dos focos encontrados no município. 


Os depósitos ao nível do solo, como tambores, barris e reservatórios de água, aparecem em seguida, representando 21,3% dos focos identificados. Já os depósitos fixos, como calhas, lajes, ralos e sanitários em desuso, corresponderam a 16,4% dos criadouros do Aedes aegypti.


Outro dado de atenção é o descarte irregular de lixo e recipientes plásticos, como garrafas e latas, que representaram 9,8% dos focos encontrados do Aedes e concentraram 82% dos focos.


O levantamento ainda registrou focos em pneus e materiais rodantes, além de depósitos naturais, como bromélias, folhas acumuladas e buracos em árvores, demonstrando que qualquer recipiente com acúmulo de água pode servir de criadouro para o mosquito.


Segundo a Vigilância em Saúde, os dados reforçam a necessidade de cuidados permanentes dentro das residências e nos quintais, especialmente com recipientes de uso cotidiano que frequentemente passam despercebidos pela população.


Orientações à população


A Secretaria Municipal de Saúde reforça que medidas simples podem evitar a formação de criadouros do Aedes aegypti. Entre os principais cuidados estão:


- Manter caixas d’água e reservatórios sempre tampados;

- Eliminar água acumulada em vasos e pratos de plantas;

- Limpar regularmente calhas e ralos;

- Descartar corretamente garrafas, pneus e recipientes que possam acumular água;

- Manter quintais e terrenos limpos;

- Trocar diariamente a água de bebedouros de animais.


A população também pode colaborar permitindo a entrada dos agentes de combate às endemias durante as visitas domiciliares e denunciando possíveis focos do mosquito aos canais oficiais da Prefeitura.


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