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Defesa Civil intensifica medidas preventivas diante do agravamento do risco estrutural em imóvel na Avenida Cristiano Rôças

Defesa Civil intensifica medidas preventivas diante do agravamento do risco estrutural em imóvel na Avenida Cristiano Rôças

Defesa Civil intensifica medidas preventivas diante do agravamento do risco estrutural em imóvel na Avenida Cristiano Rôças
Defesa Civil intensifica medidas preventivas diante do agravamento do risco estrutural em imóvel na Avenida Cristiano Rôças (Foto: Reprodução)

A Prefeitura de Ubá, por meio da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, informa que segue acompanhando de forma permanente a situação da edificação onde funcionava o estabelecimento comercial Minas Rio, localizada na Avenida Cristiano Rôças, severamente atingida pela inundação ocorrida em 24 de fevereiro de 2026.


Desde o desastre, a Defesa Civil realizou diversas vistorias técnicas, monitoramentos e avaliações estruturais no local. Ainda em março, após a constatação de graves danos causados pela força das águas, o imóvel foi totalmente interditado devido ao comprometimento de sua estabilidade e ao risco de colapso da estrutura.


Na ocasião, os proprietários foram formalmente notificados sobre a necessidade de apresentar laudo técnico elaborado por profissional habilitado que indicasse a viabilidade de recuperação da edificação ou, alternativamente, um plano para sua demolição controlada. Também foi sugerida a busca de entendimento junto ao Município para viabilizar a remoção da estrutura da ponte colapsada existente ao lado do imóvel, medida considerada fundamental para a recuperação da área.


Passados mais de 90 dias da emissão do primeiro laudo, a Defesa Civil constatou que nenhuma intervenção estrutural foi realizada no imóvel e que não houve apresentação de estudos técnicos, cronograma de recuperação ou plano de demolição pelos proprietários. 


Uma nova vistoria, realizada em 17 de junho, identificou o agravamento significativo das condições estruturais da edificação. Os técnicos verificaram aumento de trincas, fissuras e rachaduras, exposição e deformação das armaduras de pilares, comprometimento das fundações e ampliação dos danos já registrados anteriormente. O laudo conclui que existe risco concreto e iminente de desmoronamento da fachada em direção à ponte já colapsada.


A situação também afeta imóveis vizinhos, onde já foram constatados danos estruturais relacionados à movimentação da edificação atingida pela enchente, exigindo inclusive medidas de escoramento e interdição preventiva.


Diante do agravamento do quadro e após relatos de estalos e ruídos provenientes da estrutura, a Defesa Civil determinou a interdição total da passagem de pedestres sobre a Ponte Major Siqueira no trecho em frente ao imóvel, mantendo igualmente a proibição da circulação de veículos no local.


O relatório técnico aponta ainda que um eventual desmoronamento da edificação sobre a ponte poderá provocar o colapso completo da estrutura já danificada, ocasionando a obstrução do leito do Ribeirão Ubá. Em um cenário extremo, essa situação poderia aumentar significativamente o risco de novas inundações na área central do município.


Diante desse contexto, a Defesa Civil recomendou a adoção de medidas urgentes para a demolição controlada das partes estruturalmente instáveis do imóvel, mediante a elaboração de plano técnico específico e acompanhamento de profissionais habilitados. A medida é considerada necessária para eliminar os riscos à população e permitir que o Município avance nas ações de remoção da ponte colapsada e recuperação da área afetada.


A Prefeitura de Ubá reafirma seu compromisso com a segurança da população e destaca que todas as decisões vêm sendo tomadas com base em critérios técnicos, priorizando a preservação da vida, a prevenção de novos desastres e a recuperação definitiva de uma das áreas mais impactadas pela enchente histórica de fevereiro.


O Município continuará atuando de forma firme e responsável para que a situação seja solucionada o mais breve possível, garantindo proteção aos ubaenses e restabelecendo as condições de segurança da região.


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